O QUE É A PÁSCOA?



Sem a intenção de defender ou atacar qualquer credo religioso e após ter pesquisado um pouco sobre a Páscoa, gostaria de discorrer um pouco sobre essa celebração, uma vez que estamos comemorando-a, ainda que lamentando o fato de que a maioria da nossa gente, por desconhecer o verdadeiro sentido da Páscoa, deixa-se levar pelos apelos (ou apelações) da mídia, rumo ao consumismo desenfreado e vai à busca de comida, bebida, chocolate e outros ingredientes que nada têm a ver com a Páscoa.
A Páscoa bíblica, ou judaica, foi estabelecida pelo próprio Deus há 35 séculos, e simboliza a renovação da vida, a volta da primavera, a ressurreição de Jesus Cristo. Para os judeus que viveram antes de Cristo, essa festa comemorava a saída do povo de Israel do Egito. Para aqueles israelitas, a Páscoa tinha o sentido de passagem - no caso a passagem do anjo destruidor ou, segundo alguns, também a passagem pelo Mar Vermelho -, e prefigurava a pessoa de Cristo, sacrificado por nós, como nossa Páscoa.

Passada do judaísmo para certos segmentos do cristianismo, a Páscoa infiltrou-se em diferentes culturas e está presente em quase todo o mundo, até mesmo onde o cristianismo não é conhecido ou em regiões nas quais as religiões pagãs constituem grande maioria. Convém ressaltar que, na sua forma pagã, a Páscoa tem origem na antiga Babilônia, e já existiam muitos séculos antes de Cristo.

Instituída para ser celebrada aos 14 dias do mês Abib (ou Nisã, conforme o uso babilônico), a Páscoa passou a tipificar a obra expiatória de Cristo no Calvário, sendo o cordeiro ou o cabrito,
 sem defeito, cujos ossos não seriam quebrados (Êxodo 12.4, 9, 46).

Como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29), Jesus foi crucificado exatamente no dia da Páscoa, 14 de Nisã (o qual, provavelmente, corresponde ao nosso mês de abril), às nove horas da manhã, e expirou às três horas da tarde, quando, no templo, o sacerdote imolava o cordeiro pascal. A Páscoa bíblica, portanto, consumou-se em Cristo, que instituiu, como um novo memorial, a Sua ceia, na qual o cristão comemora a morte do Senhor até que Ele venha.

A origem do ovo e do coelho - Estranha ao Novo Testamento, a Páscoa moderna tem símbolos aceitos, em todo o mundo, o ovo e o coelhinho. Com o correr do tempo, muitas festas e tradições surgiram e chegaram até nós, através da cultura de muitos povos e países diferentes.

A palavra easter (Páscoa em inglês), supostamente, tem origem na deusa anglo-saxônica da primavera, Eostre, derivada da Istar babilônica. Outros atribuem sua origem às festividades de Eostur, que celebram a volta da primavera, também uma antiga tradição babilônica. No hemisfério Norte, essa festa corresponde ao princípio da primavera e, por isso, é o dia festejado de acordo com os mais diferentes ritos pagãos. Há muitos séculos povos sírios, troianos e nórdicos reuniam-se nos montes, ao amanhecer, a fim de celebrarem a volta do sol da primavera.

O ovo, significando
 começo, origem de tudo, abriu caminho para outras tradições. Está presente na mitologia antiga, nas religiões do Oriente, nas tradições populares e numa grande parte da cristandade. Segundo alguns, a tradição dos ovos na comemoração da Páscoa chegou ao Ocidente por meio do antigo Egito e, conforme outros, por intermédio do povos germânicos da região do Báltico.

E não somente isso, mas relembrando-se do passado, o cristão consagra novamente sua vida no presente e dirige-se ao futuro, antegozando o cumprimento das palavras consoladoras do próprio Jesus: E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu Pai (Mateus 22.29).O chocolate. O termo grego para cacau é theobroma cacau, "néctar dos deuses". E pelo seu grande poder energético, alguns povos antigos consideravam que o chocolate era um alimento sagrado,

Na Idade Média, os europeus adotaram o costume chinês de enfeitar os ovos, que eram cozidos e coloridos, e presenteavam os amigos na festa da primavera, como lembrança da contínua renovação da vida. No século 18, a Igreja Católica Romana adotou, oficialmente, o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo e, assim, uma grande quantidade de ovos coloridos começou a ser benzida, antes de ser distribuída aos fiéis.

O coelho, como símbolo da fecundidade, apareceu por volta de 1215, na França, derivando-se também dos mistérios babilônicos. Era uma mistura de mitologia pagã com a simbologia cristã paganizada. A partir de 1928, quando o cacau começou a ser industrializado em larga escala, os enfeitados ovos de galinha foram substituídos pelos de chocolate, continuando, assim, o antigo costume pagão de presentear os amigos com ovos, na Páscoa.

Em 1951, o papa Pio XII introduziu modificações na festa, tentando restituir-lhe o esplendor religioso, transferiu a missa que era celebrada no sábado de aleluia - quando se "malha o judas" - para a meia-noite, na passagem para o domingo.

Cordeiro, a principal figura - Na vigência da Lei, deveriam os israelitas, ao comer o cordeiro pascal, volver os pensamentos aos fatos que culminaram na libertação de seus pais da escravidão egípcia, renovar os votos de felicidade ao Senhor e, também, divisar no porvir os sofrimentos e as glórias do Messias, de quem Moisés escreveu: O Senhor teu Deus te despertará um profeta como eu, do meio de ti, de teus irmãos. A ele ouvireis (Deuteronômio 18.15).

Esse sentido escatológico da Páscoa reflete-se nitidamente na ceia do Senhor, instituída por Jesus na noite em que foi traído, véspera do dia da Sua crucificação (Lucas 22.7-20). Foi aí que o Senhor Jesus deu-Se a conhecer aos Seus discípulos como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1.29).

Assim, Cristo é o Cordeiro pascal de Deus que foi morto, mas ressurgiu a fim de reconciliar o mundo com o Criador. Nesse sentido, Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós (I Corintios 5.7). Mas, o dia finalmente chegará em que todos os judeus remanescentes O verão e chorarão arrependidos e chorarão arrependidos com grande pranto, como profetizou Zacarias (Zacarias 12.8-11).

O povo israelita, em geral, se pudesse, continuaria a sacrificar literalmente o cordeiro pascal, pelo fato de ainda estar esperando o Messias - que já veio. No entanto, esse sacrifício não pode ser realizado sem o templo, que foi destruído pelos romanos em 70 d. C. , ao final de uma guerra sangrenta que marcou o início da grande diáspora (dispersão dos judeus pelo mundo).

Libertação e salvação - Podemos ainda definir a Páscoa como figura da libertação e salvação. Fomos libertos do poderoso domínio do "faraó" (o diabo) por Jesus Cristo, e estamos peregrinando rumo à pátria celestial (1ª Pedro 1.13-19; 2.11-12). O erro principal da maioria das pessoas reside no fato de viverem de forma mundana sem uma pausa a fim de refletir se essa vida, afinal, não seria mais do que uma passagem - pessah (Isaías 40.5-8; 1ª Pedro 1.24).

As águas do Mar Vermelho separaram-se para dar passagem aos israelitas, o que constituiu, por si só, um marco histórico de fé do sofrido povo de Deus (Êxodo 14).

Já na ceia do Senhor, as contingências são outras. O cristão traz à memória o Cristo na cruz, na dupla condição de sacerdote e vítima, a derramar o sangue inocente purificador de todo pecado, e lembra-se das palavras de Jesus que, se alguém possui fé do tamanho do grão de mostarda, esse poderá remover montes (Mateus 17.20). É com essa pequena fé, porém colocada em um Deus grande, que nos convém peregrinar nesse mundo.
Que bom seria se todos soubessem que a verdadeira Páscoa gira em torno de uma pessoa: JESUS CRISTO. Ele que está acima de toda e qualquer religião, representa a nossa liberdade.
Pr. André Pereira Brito

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6 comentários:

  1. MIM ADMIRO MUITO POSTOR,VOCE VIR FAZER CONCEITOS DA OPNIÃO DOS OUTRO SOBRE PASCOA OU QUAISQUER OUTRO ASSUNTO,POIS O NOBRE COLEGA NÃO TEVE CORAGEM DE FAZER NENHUM COMENTÁRIO SOBRE DEMOCRACIA NO EPISODIO TONHÃO E AGORA VEM PRA CAR FALAR DE PASCOA SEJA COERENTE E MAIS CORAJOSO,FICA A DICA TÁ.

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    1. jose carlos silva da fazenda coqueiro1 de abril de 2013 11:22

      bater de frente com tonhao não e pra qualquer um não, ele sabe onde as cobra dorme e quai são as venenosas,o homem te guarita nas suas declaração,se o legislativo ele ele dominou imagine o pastor doido seria ele de brigar com o tonhão.

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  2. o pastor é um homem onesto e intrego ,correto e adimirado por muitos homens e mulheres de bem dessa cidade ,e tonhão quem é ? um oportunista que vivi tentando mamar nas tetas do prefeito ,lava a boca pra falar do pastor .

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    1. em momento nenhum eu disse que ele não honesto sim,que não teve coragem de falar ou covarde como preferir.

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  3. CARO ANÔNIMO, RELUTEI MUITO EM RESPONDER AO SEU COMENTÁRIO, POIS TENHO MUITA DIFICULDADE EM MANTER DIÁLOGO COM ALGUÉM QUE NÃO SEI QUEM É. QUERO DIZER QUE TIVE MUITA DIFICULDADE EM COMPREENDER O PORQUÊ DA SUA INDIGNAÇÃO PELO FATO DE NÃO ME PRONUNCIADO SOBRE O “EPISÓDIO TONHÃO”. NÃO COMENTEI POR NÃO SABER DO QUE ESTAVA POR TRÁS DA DECISÃO TOMADA PELO VEREADOR. SE O FIZESSE, PODERIA COMETER UMA INJUSTIÇA COM ALGUMA DAS PARTES ENVOLVIDAS. QUEM SABE, SEJA VOCÊ A PESSOA MAIS INDICADA PARA ME DAR SUBSÍDIOS SOBRE O ASSUNTO E AÍ PODERIA COMENTAR A PARTIR DO QUE VOCÊ DISSER. VOCÊ DISSE QUE EU FAÇO CONCEITOS DA OPINIÃO DOS OUTROS SOBRE PÁSCOA E OUTROS ASSUNTOS? NÃO ENTENDI A SUA COLOCAÇÃO. TENTO COMENTAR SOBRE ASSUNTOS QUE EU TENHA O MÍNIMO DE CONHECIMENTO ATRAVÉS DE EXPERIÊNCIA OU PESQUISA. QUANTO A VOCÊ DIZER QUE NÃO TENHO CORAGEM OU SOU COVARDE COMO PREFERIR, EU SUGIRO QUE VOCÊ ME QUALIFIQUE. POIS PARA CHEGAR A TAL CONCLUSÃO, IMAGINO QUE VOCÊ ME CONHEÇA MUITO. CARO ANÔNIMO, SINCERAMENTE NÃO SEI QUAIS SÃO OS SEUS CONCEITOS DE DEMOCRACIA, COERÊNCIA E CORAGEM. PARA MIM, NO CONTEXTO DO QUE VOCÊ ESCREVEU, DEMOCRACIA É LIBERDADE PARA DIZER O QUE PENSA, RESPEITANDO AS PESSOAS, MAS NÃO ESPERANDO QUE TODOS CONCORDEM COM A NOSSA OPINIÃO. COERÊNCIA É SIMPLESMENTE DIZER COISA COM COISA. E CORAGEM É NÃO TER MEDO SE MOSTRAR QUEM É. CARO ANÔNIMO , TODOS AS POSTAGENS FEITAS POR MIM, TIVERAM O MEU NOME E AINDA ASSIM SOU CHAMADO POR VOCÊ DE COVARDE. PROCUREI, ENTÃO, PARA VOCÊ QUE NÃO DIZ QUEM É, UM ADJETIVO PARA QUALIFICÁ-LO, MAS A GRAMÁTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA NÃO ME DEU ESSE PRIVILÉGIO. NÃO QUERO QUE VOCÊ MUDE O SEU (PRÉ) CONCEITO SOBRE MIM, TODAVIA, QUERO DIZER QUE PREFIRO SER COVARDE ME IDENTIFICANDO NO QUE DIGO, A SER “CORAJOSO”, MAS ME ESCONDENDO SOB O MANTO DO ANONIMATO.

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    1. é isso ai pastor ,quem tem coragem fala o que sabe ,pra esse eu fasso isso kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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